sábado, 7 de fevereiro de 2009

Cultura inútil - será?

Após um tempo relativamente longo, o diálogo mais entrópico deste lado do Atlântico retorna. O leitor, que a essa altura já sabe mais ou menos o que esperar (ou seja, algo surpreendente), acertou. O tema deste sábado é a chamada cultura inútil.
Primeiro, definamos cultura inútil. É aquele tipo de coisa a qual as pessoas dizem ser informação, mas não de uso útil. Por exemplo, o recorde de canudinhos enfiados na boca, a origem do nome de determinado prato ou dados pouco relevantes.
De fato, muitas dessas informações não oferecem atrativos àquele que busca a cotação da bolsa nesse exato instante, ou então aos que querem saber dos resultados da última rodada do Brasileirão. Então, porque saber dessa cultura irrelevante?
Por vários motivos, ó incauto interlocutor. O primeiro deles é que essas pessoas não são, de forma alguma, a população total desse pequeno planetinha. Talvez a origem do nome de um prato obscuro da Europa Oriental forneça algum dado importante ou, até mesmo, vital. Outro motivo, ainda, seria a relevância relativa da informação. Para o meu pai (sim, citarei meu genitor ad nauseam nesse blog), as informações que eu detenho sobre a história da Terra-média (o Senhor dos Anéis; espero que o leitor saiba que eu trato dos livros, apesar da magnífica epopéia de Peter Jackson) são totalmente irrelevantes; para mim, são fonte de distração, inspiração e já me fez conseguir mais de uma amizade.
E outros motivos poderiam ser citados, mais do que Kim Peek poderia registrar em sua extensa memória. No fim, a "cultura inútil" não é mais do que pontos de vista em conflito: para uns, útil. Para outros, inútil. Afinal, somos humanos, não? Nossas diferenças nos definem.
E chega de lugares-comuns por hoje. Vá comer algo bem doce, ou ver um filme. 

Um comentário:

  1. pra mim tudo e relativo... cultura inutil e uma definição meio totalizante mesmo

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