Ontem recebi meu convite para o Google Wave. O post não é sobre isso; este aqui tem melhores informações.
Não, o post de reestreia do Diálogo Entrópico (um longo tempo, também acho) se refere à interferência da tecnologia em nossas vidas.
Chavão? Pode até ser mas, nessa teia mundial repleta de informações, faltam artigos sobre a influência direta e rápida da informática no cotidiano. De qualquer maneira, lá vai.
A tecnologia sempre esteve auxiliando o ser humano em suas tarefas. Desde o osso de 2001: Uma odisseia no espaço, até as máquinas a vapor, as máquinas de escrever... e o PSP. Como extensões de nossas naturais capacidades, várias máquinas são desenvolvidas para a expansão e aprimoramento humanos: agora podemos voar, nadar em águas profundas, trocar órgãos e nos comunicar a longas distâncias.
Recentemente, porém (desde a invenção e popularização dos circuitos integrados e do transistor, para ser mais específico) a eletrônica produziu avanços tecnológicos de modo incrivelmente rápido, e melhor, acessível ao grande público. Se antes nem todos podiam viajar num moderno trem a vapor, hoje um processador de 2 GHz é acessível a trabalhadores que ganham salário mínimo, na onda do crédito fácil (quanto a ética disso, são outros quinhentos).
Assim, as informações viajam com tal facilidade que passam a ser necessárias: vosso humilde cronista se sente mal ao não olhar a(s) conta(s) de e-mail por dois dias consecutivos. Hits da música estão imediatamente disponíveis para download. Jogos em rede integram europeus, americanos e asiáticos em campos de batalha virtuais, na velocidade da luz.
Nem só para o lúdico: cloud computing é solução para diversos modelos de negócio. E-mail conecta executivos através do mundo, e videoconferências online permitem reuniões de filiais a qualquer momento; o celular permite chamar empregados que estejam dentro de um carro, longe da empresa.
A própria cultura se alterou: o que significa reunir-se fisicamente quando há o e-mail e comunicadores instantâneos, com todas as suas ferramentas? Novas formas de conteúdo surgiram: blogs, podcasts, RSS, o próprio Twitter... E a indústria de games tornou-se "arte": o que, diferente de obra de arte, são jogos como Medal of Honor: Pacific Assault e World of Goo?
Claro que tudo isso trás perigo. "Por que se deslocar a uma biblioteca, se há a Wikipedia e os comandos copiar/colar?", pensa o estudante descompromissado; "Vou invadir o Orkut daquela menina", pensa o cracker que tem preguiça de programar mas se acha um heroi por usar scripts para invasão. E vários outros exemplos.
Conclusão? A tecnologia trouxe, sim, vários benefícios - melhorou o mundo, na honesta opinião deste blog. Mas foi rápido demais, pelo menos para a cultura popular, lenta em absorção consciente de conteúdo. Puxão de orelha na educação: são necessárias mudanças para este mundo que oblitera as maiores inovações em dois anos.


Muito bom!
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