sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Sobre redes e uma conferência


Hoje, acabou a feira Inova Provoc no Coltec. Finalmente, apresentei meu trabalho sobre Auditoria (talvez um dia eu o comente aqui). Mas o que venho tratar tem mais a ver com uma extrapolação de temas que ocorreu por lá.
No primeiro dia (ontem, 22/10) a feira estava bem vazia, tanto que apresentávamos uns para os outros, essencialmente. Cheguei a ficar isolado por uma hora no meu estande, que ficava bem no fundo da área. Mas hoje tudo foi diferente: além do número de visitantes ter aumentado barbaramente, vários amigos meus foram assistir, o que promoveu a reunião constante de pelo menos duas pessoas no meu estande, com as mais diferentes conversas: Império Romano, grandes homens da humanidade, vantagens do iPod Touch, inutilidade da telefonia na atualidade, neurologia e matemática...
Refletindo um pouco sobre o que ocorreu, percebi algo: como sempre haviam pessoas discutindo no estande, quem passava pelos corredores tinha sua atenção atraída, pelo menos momentaneamente. Nesse momento, eu "fisgava" as pessoas para a apresentação. Surpreendentemente, a maioria pareceu gostar. Bom!
Mais tarde, um daqueles raros insights veio: me lembrei do PageRank.
Como? O leitor não sabe do que se trata? Mas se o utiliza diariamente!
O PageRank é o algoritmo que Nosso Senhor Google utiliza para classificar as páginas em suas buscas na internet. Ele compara a relevância das páginas baseado na quantidade de links para esta página. Então, no meu caso, as pessoas no meu estande funcionaram como esses links, e até mesmo um amigo da organização, que trouxe vários grupos para a apresentação. E, também, quando uma garota que conheci no evento veio assistir à minha apresentação, levei o rapaz com quem conversava para assistir à apresentação dela. Veem? Feedback! Compartilhamento de links! Porque é assim que a internet (e, de modo geral, o modelo que temos de redes) funciona: quanto mais links, mais simples achar informação.
É claro que esta teoria tem pontos falhos: nem sempre os melhores trabalhos possuem mais links, o que gera bastante conteúdo inútil. Mas, se pensarmos mais a fundo, qual é o melhor trabalho? Não seria o mais interessante? Se ele possui vários links, isto mostra sua relevância.
E, de qualquer maneira, o conteúdo chama a atenção: um dos melhores trabalhos, com um robô que media uma sala via sonar e se movimentava por ela, se destacava pela natureza interativa da mostra. Por isso, este estande estava sempre cheio.
O que concluir daí? Pouca coisa, talvez muita, mas basicamente que as redes não são um conceito abstrato, e possuem comparadores acessíveis no mundo físico cotidiano.

G.H.

(P.S: como diria meu amigo J. Vinaud, "seremos grandes técnicos em analogias")